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Memórias...


Porque muitas vezes é exactamente isso que acontece. Na realidade, não sentimos falta da pessoa, mas sim das memórias. Dos momentos. Dos pormenores. Das situações. Das conversas. De tudo aquilo que, por instantes, nos fez feliz. São estas memórias que alegram os nossos dias cinzentos. Fazendo com que o nosso coração fique mais leve e iluminado. Libertando, assim, um sorriso tímido e ingénuo. 

Sim, tu és...


Beleza. Pergunto-me o que é que entendemos por beleza. Varia de país para país. De pessoa para pessoa. Será que a beleza se resume ao aspecto físico? A minha resposta é não. E, aposto que a vossa também é.
No entanto, numa sociedade que valoriza, e muito, o aspecto físico torna-se natural sentirmo-nos mal com o nosso corpo. Sim, natural. Uma gordurinha aqui, outra ali e é tema de conversa entre mulheres, e mesmo homens. Terminada a conversa, se já se sentiam mal com o seu corpo, então depois podem imaginar o nível da sua auto-estima. Vale a pena toda esta obsessão pelo corpo ideal? Será que existe um corpo perfeito? Se sempre ouvimos dizer que a perfeição não existe, porque é que achamos que o corpo perfeito existe? 
O meu corpo não é perfeito e muito menos corresponde ao tal ideal de beleza da nossa sociedade actual. Aquele que valoriza a magreza, o da mulher com cabelo liso, pele e cabelos claros. Quanto ao homem, é aquele que tem um corpo musculado, bronzeado, etc, etc. Consequências? Anorexia, bulímia, falta de auto-estima, TDC, entre muitos outros problemas. 
Quero acreditar que o "tal" ideal de beleza está a mudar e é natural que mude. Porque este nem sempre foi o ideal de beleza. Também quero acreditar que o que é natural está a ser valorizado, bem como a personalidade. Mas esta é apenas a minha esperança. Ter fé que a perspectiva de beleza mude para que tanto as mulheres como os homens se sintam bem consigo próprios. 
Sim, já me senti mal com o meu aspecto físico. Mas ao longo dos anos fui mudando a minha perspectiva relativamente ao mesmo e aceitando os meus defeitos e imperfeições, exteriores e interiores. Cheguei à conclusão que eu não era o problema, mas sim a sociedade, os outros. Sou "baixinha", mas sinto-me muito bem com isso. O meu cabelo é longo, preto, encaracolado e nem sempre tem os seus dias bons, mas gosto dele tal como é. Os meus dentes caninos são afiados e muitas vezes oiço: "tens dentes de vampiro" (principalmente por parte dos miúdos, haha), mas eu não seria eu sem eles. Nunca fui gordinha, mas tive sempre "barriguinha", e por incrível que pareça eu gostava e gosto dela assim. Gosto de ser a pessoa que sou: humilde, simples e que apesar das dificuldades tenta estar sempre com um sorriso no rosto. Eu sou assim. Não, não quero parecer convencida ou narcisista com todo este discurso. Apenas pretendo que as pessoas se olhem da mesma forma que eu me olho agora. Que se apaixonem todos os dias pela pessoa que são. Não fiquem à espera que vos digam que são lindas/os e que elogiem a vossa personalidade. Sim, é sempre bom ouvir. Mas se vocês não se sentirem especiais, lindos, inteligentes e tudo o resto, não será alguém que vos irá convencer disso. Serão vocês. Além disso, só é possível amarmos os outros se nos amarmos primeiro.
A beleza interior é muito mais importante que a exterior. Se nos sentirmos bem com o nosso interior e com o que somos, toda a nossa beleza se transparecerá para o exterior. Disso podem ter a certeza. Não tenham medo de mostrar às pessoas quem são. Todos nós somos únicos e especiais. E, se antes eu tinha a certeza disso, nestas últimas semanas tenho cada vez mais a certeza de que isso é verdade. :)

Where is the love?


Não podia concordar mais com o que está escrito na imagem. As relações de hoje são assim ou grande parte delas seguem este rumo.
A conversa faz parte de uma relação. É através dela que se conhece o outro e mesmo a nós próprios. Por mais parva que ela seja é um momento que se partilha a dois. É especial. E, é através da conversa que se resolvem os problemas existentes numa relação.
Expressar os sentimentos é algo raro nos dias de hoje. Para mim é muito mais fácil expressar o que sinto através da escrita. Dizer o que sinto a alguém é-me difícil. Mas acreditem que a vontade de dizer e demonstrar é grande. Quando digo "alguém", refiro-me àquela pessoa especial. Isso, porque todos nós já sofremos por Amor e chega a uma altura da vida que nos queremos proteger de mais sofrimento. Apesar de que é esse sofrimento que nos torna mais fortes e no que somos hoje. Mas é sempre bom termos uma espécie de defesa. Não deveria ser assim. Deveríamos conseguir demonstrar e expressar os nossos sentimentos sem medos, mas numa sociedade sem valores é difícil não sairmos magoados várias vezes. Mas o mais importante é aprendermos a enfrentar tudo isso com um belo sorriso no rosto e não ter medo do medo.
A vontade de tornar o sexo normal acabou por o tornar banal. Chamem-me antiquada, mas defendo o sexo com amor. Não aquele de uma noite, embriagado com alguém que nem conhecemos direito. O de usar e deitar fora.
A palavra Amor é dita tantas vezes e muitas das vezes nem é sentida. Tornou-se apenas mais uma palavra bonita de se dizer. Se eu digo "Amo-te" a alguém, essa pessoa pode ter a certeza que o digo porque é realmente o que sinto. Deve ser por isso que nunca o disse a ninguém para além dos meus familiares. "Amo-te" é tão especial e delicado que merece todo o respeito. Mas isso sou eu que sou uma romântica incurável e que ainda acredita em contos de fadas.
Confiança é algo quase inexistente e tão fundamental numa relação. Sem confiança uma relação está condenada ao fracasso. E, nos dias de hoje por muito que queiramos confiar em alguém é-nos difícil. Este é o típico discurso de alguém que quer confiar, mas que já sofreu demasiado à custa disso.
Não, não é natural estar magoado ou magoar. Somos Seres Humanos e temos sentimentos. Por muito que nos digam que sair magoado de uma relação é normal e que isso faz parte da vida, a verdade é que é difícil aceitar isso.
Há algo que não é mencionado na imagem, mas que merece ser dito: Sinceridade. Sim, porque sem sinceridade não há nada que possa salvar uma relação. Basta uma mentira para duvidarmos de tudo o resto.
Este texto parece escrito por alguém que já teve demasiadas relações, quando na verdade não teve nenhuma. Simplesmente tenho a teoria, mas de prática nada tenho. Aprendo com os erros dos outros e com os meus erros. E ainda acredito no Amor verdadeiro, mas optei por estar sozinha, por enquanto. Preferi sonhar com a paixão do que vivê-la. Eu própria não acho isso normal e muito menos uma ideia de alguém inteligente. No entanto, por agora penso assim. Fico feliz por ver os outros felizes. Vivo as histórias de amor dos outros como se fosse a minha. Talvez, um dia eu venha escrever no blog sobre o meu encontro com o verdadeiro Amor.
Supostamente este era para ter sido um post positivo ou algo do género. Mas quando se fala de Amor nem sempre existe algo positivo a dizer.