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25 Before 25 - #17

 17. Distribuir "cartas de amor" sempre que possível. 

A minha lista de coisas a fazer antes de completar 25 anos não está a seguir o rumo que pretendia. E, é por estas e por outras que fazer planos não fazem parte de mim, a não ser que seja algo relacionado com os estudos ou trabalho. Porque aí, planear é quase uma necessidade. Agora, quando falamos de ter planos para nos guiar a vida, as coisas complicam-se. E, a verdade é que a vida acaba por ter um gosto amargo, porque não há nada de diferente do que estava previsto. Ainda para mais, muitas vezes fico/camos angustiados quando algo não está a correr como planeado. Chego à conclusão que perdemos muito mais quando as coisas são planeadas. Não é uma novidade, pois não? ;)
Voltando ao assunto principal, as "cartas de amor" estão a ser distribuídas pela cidade. Não sei ao todo quantas já distribuí pelos mais diversos cantos, mas já foram algumas. Dava tudo para ver a reacção das pessoas que as lêem. Acho que nunca pensei que estas notas pudessem ter tanto impacto até que, há alguns dias coloquei uma delas no meu casaco para a deixar no autocarro. No entanto, esqueci-me de a colocar no assento e a nota ficou no bolso. Dias depois voltei a vestir o casaco e quando coloquei a mão no bolso reparei que tinha um papel. Quando abri e li soltei um sorriso. E, o melhor disto tudo é que, o meu dia não estava solarengo e esta "carta de amor" animou o meu dia, sem dúvida. 
Pelo menos a concretização deste objectivo está a correr bem. No fim de cada nota coloco o site moreloveletters.com, porque foi a Hannah Brencher a minha inspiração. E, assim, também coloco o nosso país nesta grande rede que é espalhar amor. :) 


Distribuem "cartas de amor" pela vossa cidade. Não há nada melhor que fazer alguém sorrir. Deixem pequenos recados ao rapaz que vos serve à mesa no café, aos vossos amigos, ao senhor que está sempre mal disposto, à vizinha do lado...deixem em qualquer sítio. Apenas façam. Acreditem, que também vos fará muito bem. :)
"Love Is Easy", meus amigos. 

Memórias...


Porque muitas vezes é exactamente isso que acontece. Na realidade, não sentimos falta da pessoa, mas sim das memórias. Dos momentos. Dos pormenores. Das situações. Das conversas. De tudo aquilo que, por instantes, nos fez feliz. São estas memórias que alegram os nossos dias cinzentos. Fazendo com que o nosso coração fique mais leve e iluminado. Libertando, assim, um sorriso tímido e ingénuo. 

Sim, tu és...


Beleza. Pergunto-me o que é que entendemos por beleza. Varia de país para país. De pessoa para pessoa. Será que a beleza se resume ao aspecto físico? A minha resposta é não. E, aposto que a vossa também é.
No entanto, numa sociedade que valoriza, e muito, o aspecto físico torna-se natural sentirmo-nos mal com o nosso corpo. Sim, natural. Uma gordurinha aqui, outra ali e é tema de conversa entre mulheres, e mesmo homens. Terminada a conversa, se já se sentiam mal com o seu corpo, então depois podem imaginar o nível da sua auto-estima. Vale a pena toda esta obsessão pelo corpo ideal? Será que existe um corpo perfeito? Se sempre ouvimos dizer que a perfeição não existe, porque é que achamos que o corpo perfeito existe? 
O meu corpo não é perfeito e muito menos corresponde ao tal ideal de beleza da nossa sociedade actual. Aquele que valoriza a magreza, o da mulher com cabelo liso, pele e cabelos claros. Quanto ao homem, é aquele que tem um corpo musculado, bronzeado, etc, etc. Consequências? Anorexia, bulímia, falta de auto-estima, TDC, entre muitos outros problemas. 
Quero acreditar que o "tal" ideal de beleza está a mudar e é natural que mude. Porque este nem sempre foi o ideal de beleza. Também quero acreditar que o que é natural está a ser valorizado, bem como a personalidade. Mas esta é apenas a minha esperança. Ter fé que a perspectiva de beleza mude para que tanto as mulheres como os homens se sintam bem consigo próprios. 
Sim, já me senti mal com o meu aspecto físico. Mas ao longo dos anos fui mudando a minha perspectiva relativamente ao mesmo e aceitando os meus defeitos e imperfeições, exteriores e interiores. Cheguei à conclusão que eu não era o problema, mas sim a sociedade, os outros. Sou "baixinha", mas sinto-me muito bem com isso. O meu cabelo é longo, preto, encaracolado e nem sempre tem os seus dias bons, mas gosto dele tal como é. Os meus dentes caninos são afiados e muitas vezes oiço: "tens dentes de vampiro" (principalmente por parte dos miúdos, haha), mas eu não seria eu sem eles. Nunca fui gordinha, mas tive sempre "barriguinha", e por incrível que pareça eu gostava e gosto dela assim. Gosto de ser a pessoa que sou: humilde, simples e que apesar das dificuldades tenta estar sempre com um sorriso no rosto. Eu sou assim. Não, não quero parecer convencida ou narcisista com todo este discurso. Apenas pretendo que as pessoas se olhem da mesma forma que eu me olho agora. Que se apaixonem todos os dias pela pessoa que são. Não fiquem à espera que vos digam que são lindas/os e que elogiem a vossa personalidade. Sim, é sempre bom ouvir. Mas se vocês não se sentirem especiais, lindos, inteligentes e tudo o resto, não será alguém que vos irá convencer disso. Serão vocês. Além disso, só é possível amarmos os outros se nos amarmos primeiro.
A beleza interior é muito mais importante que a exterior. Se nos sentirmos bem com o nosso interior e com o que somos, toda a nossa beleza se transparecerá para o exterior. Disso podem ter a certeza. Não tenham medo de mostrar às pessoas quem são. Todos nós somos únicos e especiais. E, se antes eu tinha a certeza disso, nestas últimas semanas tenho cada vez mais a certeza de que isso é verdade. :)