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Rainy days...

O Inverno veio para ficar. Chuva, frio e vento são a ementa destes últimos dias e dos que estão para vir. Sabem bem dias assim, mas, de vez em quando, as saudades de uns longos e belos dias de Verão batem à porta.
No entanto, dias cinzentos são sinónimo de incentivo. De incentivo para trabalhos pendentes que precisam de uma banda sonora natural para se desenvolverem. 

Parabéns, madrinha!

Hoje, se por cá ainda estivesses, estarias a celebrar o teu aniversário. Neste momento, estaria em tua casa, na sala de jantar a comer uma fatia de bolo. Mas a vida tem destas partidas. Quando menos esperamos, algo acontece. E, quero acreditar que não é por acaso. Se bem que, mesmo passados nove anos, ainda não sei o que tirar de positivo da tua partida precoce. 
Apesar de ser algo pessoal, o que já vem sendo habitual aqui neste cantinho, é algo que gostaria de partilhar convosco. Pois, todos nós já perdemos alguém especial na nossa vida. Alguém que nos ajudou a sermos nós próprios e a termos orgulho nisso. Alguém que, hoje nos faz muita falta. E, quando nos dizem que a dor desaparece com o tempo, digo-vos que isso não é verdade. Apenas aprendemos a viver com ela.
Há um ano, tinha intenção de escrever algo sobre ti, madrinha, mas acho que faltou a coragem ou apenas não era o momento certo para isso. Todos os dias me lembro de ti e da sorte que tive em te ter como segunda mãe. Não são todos que têm esta sorte. Tenho boas memórias do tempo em que passámos juntas e penso que há sempre algo que faltou fazer ou dizer, como naquela Quinta-feira. Deveria ter ido ter contigo, mas faltou-me a coragem. Talvez, porque, no meu íntimo, sabia que seria a última vez que nos veríamos. 
Onde quer que estejas, quero apenas que saibas que nós estamos bem. Que, muito do que sou hoje, devo-o a ti e agradeço-te por isso. Que, em todos os momentos nos lembramos de ti. E, é por essa razão que, neste momento, há um bolo de chocolate no forno para celebrar o teu aniversário. 
Um beijinho grande da tua afilhada. 

Arriscar

Porque se nunca tentarmos, iremos passar os resto das nossas vidas a pensar no tal: "e se...". Por isso, mesmo que tudo possa parecer cinzento e que no final a resposta não for a que esperávamos, saberemos que pelo menos tentámos. Que fizemos algo. Que arriscámos. E isso é o mais importante. Há que tirar algo positivo do negativo. Ou encarar o negativo como algo positivo. A vida é isso.