No dia 10 de Outubro comemorou-se o Dia Mundial da Saúde Mental. Hoje, venho falar-vos sobre como a ansiedade e os ataques de pânico fazem parte do meu dia-a-dia. Já vos falei várias vezes sobre como tudo começou, tinha eu quinze anos e a minha Madrinha tinha acabado de falecer. Desde então, a ansiedade e o pânico fazem parte da minha vida. Muitas vezes consegui controlar os vários episódios, mas à medida que os anos foram passando, tornou-se mais difícil ser forte.
Sozinhos. É assim que nós nos sentimos. A sociedade não tem noção do que nós passamos no dia-a-dia. Muitas vezes riem-se quando não conseguimos fazer algo e ouvimos: "se fosse eu fazia." É tão fácil dizer isso quando não somos nós com o problema. Andar, subir, viajar sozinho, estar sozinho, entre outros tantos é o terror para muitas pessoas, eu inclusive. Como é possível se estou sempre a sorrir? É a pergunta que muitos fazem. Disfarce. Mas, no fundo, quem me conhece verdadeiramente sabe quando não estou bem. Sonhos são postos de lado devido aos ataques de pânico. Nem podem imaginar. No entanto, as grandes batalhas (pequenas para quem não sofre) são celebradas da melhor forma possível.
A ansiedade e o pânico sugam a nossa energia. O cansaço é visível no rosto e o corpo ressente-se. Por isso, muitas vezes sentimos mais cansaço do que a maioria das pessoas. Ficamos desmotivados e pensamos que nunca iremos ter uma vida normal. No fundo, queremos paz e nem sempre é possível. Eu ainda procuro aprender a viver com tudo isso, mas fico imensamente feliz por todas as pessoas que já aprenderam e continuam a aprender, são a minha inspiração. Isso não nos define, torna-nos mais fortes. Por muito duras que sejam as nossas batalhas, haveremos de as ultrapassar e festejaremos até não poder mais.
Sorrir, lutar e acreditar...sempre! Força! ♥



