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A caminho do minimalismo

Terminei 2014 e entrei no novo ano com um pensamento simples: o de me tornar numa pessoa minimalista. 

No mundo virtual, sem sombra de dúvida que, os blogues são o seu aspecto mais positivo. Neste mundo, encontramos um pouco de tudo e damos de caras com pessoas que se tornam em inspirações para nós. Foi assim com o blogue da Mariana, da Rita e, ultimamente, com o da Joana. São pessoas das quais vale a pena seguir. Existem muitos mais blogues na minha lista de inspirações. No entanto, são estas pessoas que, de momento, têm ajudado a tornar a minha vida um pouco mais bela, simples, minimalista. 

Eu sou aquela pessoa que dá nome às coisas. O meu violão chama-se Hanson (por causa da boyband), só por isso já dá para imaginar que tenho um enorme carinho pelos bens que possuo. Outras coisas, como peças de roupa, fazem-me lembrar pessoas, momentos, cheiros. Guardo pulseiras de concertos, pequenos pedaços de papel com frases de amigos...e nem sempre tenho coragem para me desfazer destas pequenas acumulações das quais eu considero memórias. 

Há uns meses para cá, aos poucos, e sem ter bem a noção de como tive coragem, fui organizando o meu quarto de forma a ter o menos possível e ter apenas o essencial. Li este post do blogue The Busy Woman and the Stripy Cat e organizei-me de acordo com a lista. Comecei com as gavetas da mesa de cabeceira. Questionei-me sobre o uso das coisas e se valeria a pena guardá-las. Se antes tinha receio de deitar fora, reciclar, doar ou vender, digo-vos que deixei de o ter. Não sei bem como. Acho que me mentalizei que as coisas não são importantes e que se tiver o menos possível ficarei mais leve.

Durante as limpezas de Natal, aproveitei para organizar algumas zonas do meu quarto. Em baixo da cama tinha caixotes com livros e cadernos desde o 7º ano de escolaridade. Retirei os caixotes, coloquei os cadernos para reciclar, as folhas em branco para rascunho e limpei os livros para os doar a uma escola aqui perto. Como não podia fazer tudo de uma vez, deixei o resto do "destralhamento" para agora. 

Nestes últimos dias, tenho-me dedicado ao resto do quarto. Comecei pelas gavetas. Organizei a roupa de modo a ter apenas algumas peças de roupa. As roupas que não quero vou colocar a vender numa feira de garagem e a restante será para doar. Informei-de dos sítios onde poderia vender e quais as instituições a dar. Só por isso fiquei mais leve. Seria egoísta da minha parte guardar roupa que não uso. Há pessoas que precisam e, nesta altura mais do que nunca. 

Hoje, dediquei-me ao material que tinha no guarda-fato. A roupa já estava organizada, mas tinha outras coisas guardadas, como o material da Universidade. Mais uma vez, não sei como, coloquei grande parte do que tinha para reciclar. Foram quatro sacos de mercearia com papel. O que mais me irritou foi o facto de não ter tido a capacidade de, na altura, ter escolhido manter o material da Universidade no computador em vez do formato papel. Guardei apenas o que necessito para trabalhar na área e mais tarde irei passar para o pc. É verdade que tinha receio de me desfazer de algumas coisas, mas sei que a informação que preciso está em alguns livros que tenho e de forma muito mais organizada. Organizei as malas e por fim coloquei os sapatos. Tinha os sapatos em baixo da cama, porque não tinha onde os colocar e o guarda-fato estava repleto de coisas. Agora, tudo o que está relacionado com o vestuário está lá. No entanto, neste momento, o meu quarto está um autêntico caos, literalmente. E eu...estou exausta. Mas vai valer a pena. 

Está a ser uma caminhada interessante. Consigo desfazer-me do desnecessário facilmente. O meu quarto é o meu espaço preferido da casa. É onde tenho grande parte de mim e quero que ele se torne ainda mais meu. Destralhar não é apenas limpeza exterior, passa também por uma limpeza interior. Por isso, só tenho que agradecer às minhas inspirações. 

Obrigada. 

4 comentários:

  1. Ohh... ♥ tão grata*
    Realmente, destralhar dá muito trabalho, cansa, mas tem cuidado! Vais-te viciar, como eu me viciei. Eu não suporto coisas "sem utilidade", já não guardo "só porque sim" e se não uso um tempo ou lhe dou uma vida nova, ou vai para outro sítio. E é tão bom sentir isto!
    ps: guarda as folhas de rascunho para as nossas cartas!

    Um xi-coração apertado**

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    1. Nada que agradecer. Eu é que tenho que agradecer o facto de as nossas vidas se terem cruzado, mesmo que tenha sido através do mundo virtual. :)

      Um vício bom. Ainda estou a destralhar o quarto. Continua um caos, mas as coisas que já não uso vão a caminho de outros lares. E, a cada dia que passa quero cada vez menos coisas.

      Guardo sim.

      Obrigada, princesa. ♥

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    2. Para já no mundo virtual, isso há-de mudar, acredita* :)
      Um abraço

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Grata pelas vossas palavras.
Com carinho,
Josefa Bettencourt. ♥