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| Vista a partir da Ermida. {instagram: sefachaplin} |
2015 trouxe consigo um novo hobbie: Geocaching. Há alguns anos, descobri esta actividade. No entanto, não tive oportunidade de a praticar, infelizmente. Criei um leque de desculpas para não fazer aquilo de que mais gostava e do qual tinha um enorme interesse. Mas este é o ano.
Fazer Geocaching é uma experiência incrível. Ficamos a conhecer muito melhor o sítio onde vivemos. E, damos de caras com locais dos quais nunca visitámos ou que já não passamos por lá há alguns anos.
No passado fim-de-semana, aventurámo-nos (Sim, levei o moço comigo. Inicialmente reclamou, mas adorou a experiência) e partimos à descoberta de caches.
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| Escadas que nos levam à Ermida. {instagram: sefachaplin} |
A nossa aventura teve início no Pico da Urze, na Ermida da Nossa Senhora da Penha de França. A última vez que estive neste local foi há cerca de seis anos, quando fiz o retiro de preparação para a Crisma. Ele nunca tinha lá estado. A vista lá de cima é fantástica. Temos uma perspectiva diferente da cidade. O dia estava frio e soalheiro, dos meus dias de Inverno preferidos.
Antes de termos esta vista, subimos umas escadas que nos levam à Ermida. Parecia que estávamos num vale encantado. Repleto de árvores e de cheiros. Tão bom.
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| Vsita do caminho para o Pico do Facho. {instagram: sefachaplin} |
A nossa aventura seguinte, levou-nos ao Monte Brasil. Lá encontrámos duas caches, O Mundo Encantado dos Gnomos e a do Pico do Facho, não conseguimos encontrar uma que estava na Ermida do Santo António. Fizemos alguns trilhos, um deles nunca tinha feito. Foi uma óptima experiência, tendo em conta que os locais estavam repletos de muggles (pessoas que não praticam Geocaching) e tínhamos que ter cuidado para que não vissem onde as caches estavam escondidas.
A vista a partir do caminho que nos leva ao Pico do Facho é linda. Estava a escurecer e conseguimos ver um pouco o pôr-do-Sol.
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| Fonte da Ladeira da Nossa Senhora da Pena. {instagram: sefachaplin} |
Depois do Monte Brasil, fomos ao encontro de uma cache que se encontrava no Parque Municipal do Relvão, mas não tivemos sucesso. A cache estava bem escondida. Quem nos estava a observar não deve ter percebido muito bem o que estávamos a fazer à volta da muralha.
Ontem, partimos numa nova aventura da qual não estávamos à espera e muito menos preparados. Nas Fontinhas fomos ao encontro de três caches. Uma delas estava escondida num chafariz, ao lado da casa da minha amiga D. Estava bem escondida. Mas ele tem olho para o Geocaching.
A segunda cache levou-nos à Fonte da Ladeira da Nossa Senhora da Pena. Local que tinha apenas visitado de carro e não tinha parado. Eu e a M. já combinámos ir imensas vezes a este local a pé, mas sempre que planeamos surge algo. Ontem, felizmente fui. Não com a companhia da M., mas com a D. e ele. Para a próxima vou com a M. a pé. Será uma caminhada interessante.
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| Vista a partir da zona de churrascos nas Fontinhas. {instagram: sefachaplin} |
Por último, fomos a uma zona de lazer para encontrar uma cache dificílima. Não a encontrámos. E, ficámos mais de uma hora à sua procura. Talvez, já nem se encontre lá. A D. ficou com as pernas irreconheciveis e ainda rompeu as suas calças. Parecia a Pocahontas no meio do mato. Eu fui com cuidado, não me aventurei tanto. Ele estava muito entusiasmado na caça ao tesouro. Não encontrámos a cache, mas avistámos esta paisagem linda em mais um dia frio e soalheiro.
O Geocaching tem destas experiências, momentos e memórias. E, com este hobbie percebemos o quanto é bonito o local onde vivemos. É uma forma de sermos turistas na nossa cidade, na nossa ilha. A única coisa negativa é mesmo a poluição. Nunca tinha reparado a quantidade de lixo que é deixada pelas pessoas, principalmente nos locais de lazer. A prática desta actividade abre-nos a mente, certamente. Por isso, aconselho-vos vivamente.
Continuação de uma boa semana e boas cachadas. ♥





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Com carinho,
Josefa Bettencourt. ♥